Os Estados Unidos acreditam que a Rússia poderá aceitar um plano de paz para a Ucrânia que inclua garantias de segurança “muito fortes”, segundo declarações de altos responsáveis norte-americanos envolvidos nas negociações diplomáticas em curso.
De acordo com fontes da administração dos EUA, as conversações registaram avanços significativos nas últimas semanas, com a maioria dos pontos considerados essenciais já acordados entre Washington, Kiev e vários parceiros europeus.
Avanços nas negociações internacionais
Autoridades norte-americanas indicam que o plano de paz está “mais próximo do que nunca”, com cerca de 90% das questões técnicas e políticas já resolvidas. O foco das negociações centra-se agora nas garantias de segurança a oferecer à Ucrânia, consideradas decisivas para garantir um cessar-fogo duradouro e prevenir futuras agressões.
Estas garantias incluem compromissos de apoio militar, cooperação estratégica e mecanismos de resposta conjunta em caso de violação do acordo.
Garantias de segurança com envolvimento europeu
Líderes europeus reunidos recentemente concordaram que qualquer acordo de paz deverá integrar garantias de segurança robustas, com um papel ativo da Europa. Entre as opções em análise está a criação de uma força multinacional liderada por países europeus, com apoio político e logístico dos Estados Unidos.
Segundo fontes diplomáticas, esta força teria como objetivo reforçar a estabilidade regional e atuar como elemento dissuasor contra novos confrontos.
Modelo inspirado na NATO
O plano discutido inclui garantias comparáveis às previstas no Artigo 5.º da NATO, embora sem implicar automaticamente a adesão formal da Ucrânia à Aliança Atlântica. A proposta prevê compromissos claros de defesa coletiva e resposta coordenada a eventuais violações do acordo.
Washington considera que este modelo poderá ser suficientemente forte para tranquilizar Kiev e, ao mesmo tempo, aceitável para Moscovo.
Posição da Ucrânia
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem insistido que qualquer acordo só será viável se incluir garantias de segurança juridicamente vinculativas, capazes de proteger o país a longo prazo. Kiev mantém reservas quanto a questões territoriais e à presença de forças russas em regiões ocupadas.
Apesar disso, fontes próximas das negociações admitem que existe abertura para compromissos graduais, desde que acompanhados por garantias sólidas.
Expectativas em Washington sobre Moscovo
A administração norte-americana acredita que a Rússia poderá aceitar o plano, sobretudo se considerar que as garantias de segurança não representam uma ameaça direta à sua própria segurança estratégica. No entanto, reconhece que persistem divergências sensíveis, nomeadamente sobre territórios e sanções.
Até ao momento, Moscovo não confirmou oficialmente a sua posição final sobre a proposta.
Contexto geopolítico
As negociações decorrem num momento de forte pressão internacional para encontrar uma solução diplomática para o conflito, que já dura vários anos e tem impacto significativo na segurança europeia, na economia global e na estabilidade energética.
Os Estados Unidos sublinham que o objetivo do plano é alcançar uma paz duradoura, evitando soluções temporárias que possam levar a novos confrontos.
Próximos passos
Nas próximas semanas, são esperadas:
- Novas rondas diplomáticas entre EUA, Europa, Ucrânia e Rússia
- Clarificação formal das garantias de segurança propostas
- Eventuais declarações públicas de Moscovo sobre o plano
O desfecho destas negociações poderá marcar um ponto de viragem no conflito e redefinir o equilíbrio de segurança na Europa.

