Portugal foi eleito Economia do Ano 2025 pela revista britânica The Economist, após liderar um ranking global que avaliou o desempenho económico de 36 das principais economias mundiais com base em indicadores macroeconómicos fundamentais.
A distinção coloca Portugal no topo da tabela num ano marcado por incerteza internacional, abrandamento económico em várias regiões e pressões inflacionistas persistentes em algumas economias avançadas.
Ranking global com cinco indicadores-chave
A análise desenvolvida pela The Economist baseou-se em cinco critérios considerados essenciais para medir a saúde económica de um país:
- Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)
- Evolução da inflação e desvio face às metas
- Níveis de emprego
- Desempenho dos mercados bolsistas
Portugal destacou-se ao combinar crescimento económico consistente, inflação sob controlo e valorização do mercado de capitais, superando economias de maior dimensão e peso internacional.
Desempenho económico português em 2025
Segundo a revista, Portugal conseguiu em 2025 manter um crescimento económico acima da média europeia, num contexto de inflação relativamente baixa e dinamismo do mercado acionista.
Este desempenho foi impulsionado sobretudo por setores como o turismo, o investimento estrangeiro, a recuperação do consumo interno e a estabilidade do sistema financeiro, fatores que contribuíram para uma perceção positiva da economia portuguesa no exterior.
As previsões oficiais apontam para um crescimento do PIB em torno de 2% em 2025, com uma aceleração para cerca de 2,3% em 2026, sustentada por um quadro de estabilidade macroeconómica e consolidação das contas públicas.
Comparação com outras economias
No ranking elaborado pela The Economist, Portugal ultrapassou Espanha, que havia liderado a classificação em 2024 e caiu este ano para o quarto lugar. Irlanda e Israel surgem nas posições imediatamente seguintes, completando o grupo das economias com melhor desempenho relativo em 2025.
O resultado reforça a posição de Portugal entre os países com maior resiliência económica num cenário internacional exigente.
Reação oficial do Governo
O Primeiro-Ministro Luís Montenegro reagiu publicamente à distinção, classificando-a como uma “justa aclamação do mérito e do trabalho dos portugueses”. O chefe do Governo sublinhou que o reconhecimento internacional reforça a determinação do Executivo em continuar a apostar na competitividade, produtividade e criação de emprego.
Contexto económico interno
A nomeação surge num momento em que Portugal enfrenta também desafios internos, incluindo debates sobre salários, condições laborais, custo de vida e recentes movimentos de contestação social. Este contraste evidencia a diferença entre a perceção externa do desempenho macroeconómico e algumas tensões sentidas no plano interno.
Impacto e próximos passos
A distinção da The Economist posiciona Portugal como um caso de estudo em gestão macroeconómica em 2025 e poderá ter vários efeitos positivos:
- Reforço da confiança de investidores internacionais
- Maior atratividade para talentos e residentes estrangeiros
- Impulso ao crescimento nos sectores dos serviços, tecnologia e imobiliário
- Melhoria da perceção externa da economia portuguesa
A evolução dos próximos dados do INE e as projeções das principais instituições económicas serão determinantes para avaliar se Portugal conseguirá manter este desempenho ao longo de 2026.

