Os mercados financeiros internacionais entram na reta final de 2025 com um sentimento de prudência generalizada, num contexto marcado pela persistência da inflação, decisões críticas dos bancos centrais e um cenário geopolítico ainda instável.
As principais bolsas europeias e norte-americanas registaram movimentos moderados, refletindo a cautela dos investidores perante as últimas projeções económicas.
Inflação continua no centro das atenções
Apesar de sinais de abrandamento em algumas economias, a inflação mantém-se acima das metas em várias regiões, levando os investidores a antecipar que as taxas de juro poderão permanecer elevadas por mais tempo.
Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) mantém uma postura cautelosa, enquanto nos Estados Unidos a Reserva Federal (Fed) continua a avaliar o impacto das medidas já adotadas ao longo do ano.
Bolsas reagem com volatilidade controlada
Os principais índices registaram oscilações limitadas:
- Setores ligados à tecnologia mostram maior resistência
- Energia e matérias-primas reagem às tensões internacionais
- Bancos beneficiam de juros elevados, mas enfrentam riscos macroeconómicos
Os mercados refletem um equilíbrio frágil entre expectativas de crescimento e receios de desaceleração económica em 2026.
Geopolítica e economia caminham lado a lado
Os conflitos em curso e as tensões diplomáticas continuam a influenciar:
- Preços da energia
- Cadeias de abastecimento
- Confiança dos investidores
A guerra na Ucrânia, a instabilidade em várias regiões e as disputas comerciais mantêm-se como fatores de risco para a economia global.
Perspetivas para 2026
Analistas indicam que o início de 2026 deverá ser marcado por:
- Decisões cruciais sobre política monetária
- Possível alívio gradual da inflação
- Crescimento económico moderado
- Continuação da volatilidade nos mercados
Os investidores entram no novo ano com foco na estabilidade, na gestão de risco e na adaptação a um ambiente económico ainda desafiante.

