As autoridades norte-americanas conseguiram **ligar o suspeito Cláudio Manuel Neves Valente aos dois crimes — o tiroteio na Universidade de Brown, em Providence (Rhode Island), e o assassinato do físico português Nuno Loureiro, professor no Massachusetts Institute of Technology (MIT) — graças a uma combinação de pistas, imagens de vídeo e registos de veículos.
Os primeiros indícios surgiram através de câmaras de vigilância na área em torno do campus de Brown e noutras localidades, que mostraram um homem que correspondia à descrição do atirador junto ao veículo usado no ataque. Através de tecnologia de leitura de matrículas e uma vasta rede de câmaras, os investigadores conseguiram rastrear o automóvel — um Nissan cinzento com matrícula da Florida, alugado num balcão em Massachusetts.
Essas imagens e a identificação da matrícula permitiram às autoridades obter o contrato de aluguer do veículo, no qual constava o nome de Valente, fornecendo um ponto de partida decisivo para colocá-lo como o principal suspeito.
Além disso, a investigação encontrou imagens de vídeo que mostravam Valente nas proximidades da residência de Nuno Loureiro, no subúrbio de Brookline (Massachusetts), pouco antes do homicídio do professor, que ocorreu dois dias após o tiroteio em Rhode Island.
Após seguir estas e outras linhas de prova — incluindo **registos financeiros e movimentos do suspeito — as autoridades rastrearam Valente até um armazém em Salem, no estado de New Hampshire, onde o homem foi encontrado sem vida, com um ferimento de bala autoinfligido, encerrando a caçada policial.
Embora as provas tenham sido suficientes para ligá-lo aos crimes, as autoridades ainda procuram esclarecer totalmente os motivos por detrás das ações.

