Lisboa, 22 de dezembro de 2025 — A AIMA estudantes vindos da Ucrânia voltou a colocar sob pressão o percurso académico de dezenas de jovens deslocados pela guerra, depois de a agência ter iniciado contactos e reavaliações de processos associados à proteção temporária atribuída desde 2022. O objetivo é clarificar a situação documental e enquadrar, quando aplicável, a transição para títulos de residência ligados ao estatuto de estudante, num movimento que está a gerar incerteza dentro das universidades.
O que está a acontecer com os processos na AIMA
A reavaliação está a ser feita caso a caso e inclui pedidos de documentação adicional, atualização de dados e confirmação de enquadramento legal. Em termos práticos, alguns estudantes que chegaram com proteção temporária podem ser chamados a regularizar a permanência com base no regime de estudos, dependendo da sua situação individual (origem, percurso académico, matrícula ativa e requisitos legais).
Por que motivo isto pode mudar a vida académica dos estudantes
A alteração de enquadramento pode ter impacto direto no acesso a:
- propinas e estatuto dentro das instituições (diferenças entre regimes aplicáveis);
- bolsas e apoios, consoante o enquadramento;
- continuidade administrativa, caso existam períodos sem título válido durante a transição.
É esse “intervalo” — entre a revisão e a emissão do novo documento — que preocupa estudantes e universidades, por poder deixar alunos numa zona cinzenta administrativa, com efeitos imediatos na matrícula e na permanência.
O que dizem as universidades e o que pedem
Em várias instituições, o tema está a ser acompanhado por serviços académicos e reitorias, que procuram respostas rápidas e coordenadas para evitar interrupções de percurso. O receio principal é simples: um processo que se arraste pode transformar-se num fator de abandono, sobretudo para estudantes com recursos limitados.
O que pode acontecer a seguir
Nos próximos meses, o desenrolar dependerá de:
- velocidade de resposta da AIMA aos pedidos individuais;
- emissão de orientações mais claras sobre transições;
- capacidade das universidades em criar soluções temporárias para garantir frequência enquanto decorre a regularização.

