Pyongyang, 4 de dezembro de 2025 — A Coreia do Norte executou um casal de empresários em praça pública na capital, Pyongyang, em meados de novembro, segundo múltiplos relatos de meios internacionais que acompanham os acontecimentos no país. As autoridades norte-coreanas teriam justificado a pena máxima com base em acusações ligadas a atividades consideradas “antirrepublicanas” e de ameaça ao controlo estatal da economia. 조선일보+1
De acordo com informações de agências do sul da Coreia e meios especializados, o casal, na faixa dos 50 anos, era proprietário de um negócio privado que vendia, alugava e reparava bicicletas eléctricas, motocicletas e acessórios, tendo ganho notoriedade pelo seu sucesso financeiro. As autoridades teriam considerado o desempenho económico e o comportamento dos empresários como arrogantes e contrários às normas estatais, enquadrando-os por “atividade antirrepublicana”. 조선일보
Execução pública e contexto
Relatos indicam que a execução foi realizada por pelotão de fuzilamento em praça pública, na presença de dezenas de cidadãos, incluindo familiares e menores, num ato que autoridades locais teriam descrito como “mensagem educativa” para a população. Cerca de 200 pessoas terão assistido ao procedimento, que visa reforçar o controlo do Estado sobre iniciativas económicas privadas consideradas fora dos limites permitidos pelo regime. 조선일보+1
Além da execução do casal, outras duas dezenas de pessoas ligadas ao caso foram condenadas a penas de deportação interna ou programas de reeducação, segundo relatado por fontes que acompanham a realidade norte-coreana a partir de meios de comunicação sul-coreanos. 조선일보
Reações e contexto internacional
Organizações de direitos humanos e observadores internacionais consideram que a pena de morte e execuções públicas continuadas pela Coreia do Norte representam uma violação grave dos direitos humanos e padrões internacionais de justiça, refletindo uma política de repressão e manutenção do controlo político e económico através do medo. GhrTv
A utilização da pena capital em actos públicos é recorrente no país, que mantém uma das políticas de execução mais severas e menos transparentes do mundo, segundo relatórios de organismos independentes. GhrTv
🧭 Análise do episódio
Este caso não apenas chama atenção pelo carácter público e punitivo da execução, mas levanta questões sobre a forma como o regime norte-coreano lida com a atividade económica privada, apresentando-a como potencial ameaça ao sistema estatal unipartidário e à “pureza ideológica”. Korea Joongang Daily
Especialistas em política norte-coreana apontam que eventos deste tipo são usados como instrumentos de intimidação interna, reforçando a narrativa oficial de que qualquer desvio económico ou social pode ser enquadrado como crime contra o Estado.

