Corrida a Belém entra na reta final com três na frente e cinco a disputar a segunda volta
A menos de um mês das eleições presidenciais de 18 de janeiro de 2026, as principais sondagens divulgadas em dezembro apontam para um cenário altamente competitivo, com empate técnico no topo e uma luta aberta por lugares na segunda volta. No conjunto dos estudos mais recentes, André Ventura, Luís Marques Mendes e Henrique Gouveia e Melo surgem separados por margens mínimas, enquanto António José Seguro e João Cotrim de Figueiredo consolidam posições logo atrás.
O que mostram as sondagens mais recentes
Na sondagem CESOP–Universidade Católica (para RTP, Antena 1 e Público), divulgada em dezembro, a estimativa coloca Ventura com 22%, Marques Mendes com 20% e Gouveia e Melo com 18%, com os três em empate técnico, tendo em conta a margem de erro. RTP+1
Já a sondagem ICS-ULisboa/ISCTE (SIC/Expresso), após imputação de indecisos e exclusão de abstencionistas, aponta Ventura (22%) na frente, seguido por Gouveia e Melo (20%) e Marques Mendes (20%), com Seguro (14%) e Cotrim (10%) a fechar o grupo dos mais votados neste estudo. sondagens-ics-ul.iscte-iul.pt+1
Por sua vez, a Pitagórica (TSF/JN/TVI/CNN Portugal) indica Marques Mendes (20,7%) em primeiro, seguido por Seguro (19,9%) e Ventura (19,1%). O estudo coloca Gouveia e Melo (15%) e Cotrim (14,9%) muito próximos, reforçando a ideia de que cinco candidaturas têm condições reais de chegar à segunda volta, dependendo da mobilização e da distribuição final dos indecisos. TSF+1
Por que é que as sondagens divergem?
As diferenças entre estudos resultam sobretudo de:
- datas do trabalho de campo, em plena fase de debates e pré-campanha;
- métodos de recolha (ex.: simulação de voto e ponderações distintas);
- tratamento de indecisos e exclusão/integração de abstencionistas, o que pode alterar a “fotografia” final.
Mesmo assim, há um denominador comum: a primeira volta não parece estar resolvida e a segunda volta é, neste momento, o cenário mais provável.
Quem são os “presidenciáveis” e o ponto de situação das candidaturas
Além dos nomes mais mediatizados, o processo inclui outras candidaturas. Nos últimos dias, o Tribunal Constitucional decidiu não admitir algumas candidaturas por falta de correção de irregularidades dentro do prazo, reduzindo o universo de concorrentes efetivos em boletim. RTP+1
(Nota editorial AgoraPT: nesta matéria, “presidenciáveis” refere-se aos candidatos com maior visibilidade pública e/ou presença consistente nas sondagens, bem como às candidaturas formalizadas e em avaliação/decisão pelo TC.)
O que está em jogo nas próximas semanas
Com percentagens próximas entre os primeiros, o desfecho pode depender de:
- participação eleitoral e mobilização partidária;
- desempenho na reta final da campanha;
- capacidade de captar eleitores indecisos e “voto útil” para garantir presença na segunda volta.

