O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, revelou esta quarta-feira uma nova versão de um plano de paz com 20 pontos, elaborado em conjunto com os Estados Unidos, que deverá ser enviado à Rússia para análise, na tentativa de pôr fim ao conflito que se arrasta desde 2022.
Este documento reduzido, comparado com uma proposta anterior, inclui compromissos importantes, como a reafirmação da soberania ucraniana, um pacto de não agressão entre Kiev e Moscovo e garantias de segurança que envolveriam os EUA, a Otan e países europeus num esquema de defesa coletiva semelhante ao Artigo 5.º.
Apesar do acordo parcial entre a Ucrânia e os EUA na maioria dos pontos do plano, ainda persistem divergências em questões chave, nomeadamente sobre o controlo das regiões orientais de Donetsk e Luhansk (Donbass) e a gestão da central nuclear de Zaporizhzhia, que continuam a ser temas difíceis nas negociações.
O plano prevê também mecanismos de demilitarização e a criação de uma zona económica livre em partes das áreas disputadas, bem como garantias de segurança reforçadas e um esquema de monitorização internacional para assegurar o respeito pelo cessar-fogo.

Zelensky referiu que a proposta inclui ainda a possibilidade de realizar um referendo nacional para validar o acordo de paz, depois de acordado com todas as partes, assim como medidas para a reconstrução económica e o reforço das garantias de defesa.
As autoridades ucranianas esperam agora uma resposta oficial de Moscovo às propostas, num momento em que a luta pelo controlo territorial e as negociações diplomáticas continuam a marcar o futuro do conflito

