Os sucessivos atrasos na implementação do rastreio do cancro do pulmão nos Açores estão a gerar críticas políticas e preocupação entre profissionais de saúde, numa região onde a deteção precoce é considerada fundamental para melhorar os resultados clínicos.
A situação foi recentemente levantada por forças políticas regionais, que questionam o Governo Regional dos Açores sobre a falta de calendarização concreta para o arranque efetivo do programa de rastreio.
Programa anunciado continua sem execução plena
O rastreio do cancro do pulmão, dirigido a grupos de risco, foi anunciado como uma medida prioritária de saúde pública, mas continua sem aplicação generalizada no arquipélago. Segundo críticas apresentadas, os atrasos podem comprometer o diagnóstico atempado da doença e reduzir a eficácia da intervenção clínica.
Especialistas sublinham que o cancro do pulmão continua a ser uma das principais causas de mortalidade oncológica, tornando o rastreio uma ferramenta essencial na redução de mortes evitáveis.
Governo regional aponta constrangimentos
O executivo regional tem justificado os atrasos com constrangimentos logísticos, limitações de recursos humanos especializados e necessidade de articulação com unidades hospitalares e cuidados de saúde primários.
Ainda assim, responsáveis políticos defendem que a ausência de prazos definidos fragiliza a confiança dos utentes e dificulta o acompanhamento dos doentes elegíveis para o programa.
Impacto e próximos passos
Profissionais de saúde alertam que a demora na implementação do rastreio poderá traduzir-se em diagnósticos mais tardios e tratamentos mais complexos. É esperado que o tema volte a ser debatido no parlamento regional, com pedidos de esclarecimento adicionais ao Governo dos Açores.

