Cientistas conseguiram identificar os mecanismos biológicos responsáveis pelo crescimento sinuoso de órgãos das plantas, esclarecendo porque caules, raízes e outros tecidos vegetais não crescem sempre de forma linear.
O estudo, divulgado recentemente em publicação científica e destacado pelo portal Phys.org, mostra que este padrão ondulante resulta de uma interação complexa entre crescimento celular, forças mecânicas internas e sinais químicos que regulam o desenvolvimento das plantas.
Como surge o crescimento sinuoso
Segundo os investigadores, o fenómeno ocorre quando diferentes regiões do órgão vegetal crescem a ritmos distintos. Pequenas variações na expansão celular acumulam-se ao longo do tempo, levando à formação de curvas e ondulações visíveis.
Este processo é regulado por hormonas vegetais, como a auxina, que influenciam a direção e a intensidade do crescimento em resposta ao ambiente.
Importância para a sobrevivência das plantas
O crescimento sinuoso não é um erro de desenvolvimento. Pelo contrário, permite às plantas:
- adaptar-se a obstáculos físicos no solo ou no ar,
- otimizar a captação de luz,
- reforçar a estabilidade estrutural.
Os cientistas explicam que esta flexibilidade estrutural aumenta a capacidade de sobrevivência das plantas em ambientes variáveis.
Impacto na agricultura e biotecnologia
Compreender estes mecanismos pode ter aplicações práticas na agricultura, ajudando a desenvolver culturas mais resistentes a stress ambiental, vento ou solos irregulares.
Além disso, o conhecimento pode ser aplicado na biotecnologia vegetal, permitindo controlar melhor a forma e o crescimento das plantas em ambientes controlados.
Próximos passos da investigação
A equipa pretende agora estudar como fatores externos, como gravidade, luz e humidade, interagem com estes mecanismos internos, aprofundando o conhecimento sobre o desenvolvimento vegetal.

