O Governo abriu um novo concurso nacional para o recrutamento de 606 médicos recém-especialistas, com o objetivo de reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde em áreas consideradas críticas.
A medida surge num contexto de escassez de profissionais em várias especialidades e regiões do país, sendo apresentada como uma das maiores vagas de contratação médica dos últimos anos.
Reforço em especialidades prioritárias
O concurso abrange diversas especialidades hospitalares e de medicina geral e familiar, com prioridade para unidades onde se registam maiores dificuldades na fixação de profissionais e maior pressão assistencial.
Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo passa por melhorar o acesso dos utentes aos cuidados de saúde, reduzir tempos de espera e assegurar maior estabilidade às equipas clínicas.
Distribuição nacional e incentivos
As vagas estão distribuídas por todo o território nacional, incluindo regiões do interior e áreas metropolitanas. Em alguns casos, estão previstos incentivos à fixação, nomeadamente em zonas com carência histórica de médicos.
Associações profissionais têm sublinhado a importância de garantir condições de trabalho atrativas para assegurar que os profissionais permanecem no SNS a médio e longo prazo.
Impacto esperado no sistema de saúde
O reforço do quadro médico é visto como um passo relevante para aliviar a pressão sobre urgências, consultas e listas de espera cirúrgicas. No entanto, especialistas alertam que a medida deverá ser acompanhada por melhorias organizacionais e de gestão para produzir efeitos sustentáveis.
O processo de colocação dos médicos deverá decorrer ao longo das próximas semanas, após a conclusão das fases concursais.

