Uma equipa internacional de cientistas conseguiu identificar os mecanismos celulares que permitem a regeneração de tecidos após danos extensos, esclarecendo como alguns organismos e tecidos humanos conseguem recuperar funções mesmo depois de lesões severas.
O estudo, divulgado recentemente em publicação científica e destacado pelo portal especializado Phys.org, explica como células sobreviventes reorganizam os seus sinais biológicos para iniciar um processo coordenado de reparação e crescimento.
Comunicação celular é a chave
Segundo os investigadores, a regeneração depende de uma comunicação precisa entre células danificadas e células saudáveis, através de sinais químicos e genéticos que ativam programas de reparação.
Estes sinais permitem que células próximas da área lesionada:
- retomem a divisão celular,
- se diferenciem em novos tipos de tecido,
- e reconstruam estruturas funcionais perdidas.
Porque falha a regeneração em muitos casos
O estudo também ajuda a explicar porque razão, em humanos, a regeneração completa é limitada em muitos órgãos. Em vez de reconstrução total, o corpo tende a formar tecido cicatricial, que restaura a integridade física mas não a função original.
Os cientistas identificaram fatores que interrompem ou bloqueiam os sinais regenerativos, abrindo caminho para futuras terapias que possam reativar estes mecanismos de forma controlada.
Potencial impacto na medicina
As conclusões têm implicações diretas para várias áreas da medicina, incluindo:
- tratamento de feridas crónicas,
- lesões musculares e nervosas,
- regeneração de tecidos após cirurgias,
- e doenças degenerativas.
A longo prazo, os investigadores acreditam que compreender estes processos poderá permitir o desenvolvimento de terapias regenerativas mais eficazes, reduzindo a necessidade de transplantes ou intervenções invasivas.
Próximos passos da investigação
A equipa pretende agora testar como estes mecanismos podem ser estimulados artificialmente, mantendo o equilíbrio entre regeneração e controlo do crescimento celular, de forma a evitar riscos como inflamação excessiva ou proliferação descontrolada.

