As urgências do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, conhecido como Hospital Amadora-Sintra, registaram novamente tempos de espera elevados, numa altura em que o Serviço Nacional de Saúde enfrenta maior pressão devido à época festiva e ao aumento da procura por cuidados urgentes.
De acordo com dados recolhidos junto de profissionais de saúde e informação disponibilizada aos utentes, os tempos de permanência nas urgências chegaram a várias horas, sobretudo para doentes classificados como menos urgentes, de acordo com o sistema de triagem de Manchester.
Pressão sazonal agrava constrangimentos
A combinação entre escassez de profissionais, aumento de infeções respiratórias típicas do inverno e maior afluência durante o período natalício tem contribuído para a sobrelotação do serviço de urgência, um cenário que se repete em vários hospitais da Área Metropolitana de Lisboa.
Fontes hospitalares sublinham que os casos mais graves continuam a ser atendidos com prioridade clínica, mas admitem dificuldades na resposta aos restantes utentes, especialmente em turnos noturnos e fins de semana.
SNS apela ao uso adequado dos serviços
O Serviço Nacional de Saúde tem reforçado o apelo à população para utilizar alternativas às urgências hospitalares sempre que possível, como os cuidados de saúde primários ou a linha SNS 24, de forma a reduzir a pressão sobre os serviços hospitalares.
Impacto nos utentes e próximos passos
Utentes relatam desconforto e longos períodos de espera, enquanto sindicatos alertam para o desgaste das equipas clínicas. O Ministério da Saúde tem indicado que estão em curso medidas de reorganização de escalas e reforço temporário de recursos humanos, embora sem efeitos imediatos na redução dos tempos de espera.

