Uma jovem estudante universitária em Portugal, já condenada a sete anos e nove meses de prisão por ciberbullying, está agora a ser investigada em novos inquéritos relativos a perseguições online semelhantes, de acordo com informações avançadas pela imprensa.
A sentença original, confirmada recentemente pelo Tribunal da Relação de Lisboa, foi uma das mais pesadas já aplicadas em Portugal num processo relacionado com cyberbullying e perseguição digital. Na altura, o tribunal considerou provado que a estudante, que tinha menos de 30 anos, perseguiu várias pessoas através de e-mails, mensagens e contas falsas nas redes sociais, causando impactes psicológicos e sociais profundos nas vítimas.
Segundo fontes judiciais citadas em órgãos de comunicação social, as autoridades estão agora a analisar outros casos com traços semelhantes, envolvendo a mesma arguida, que poderá ter usado métodos parecidos em novas situações de assédio digital e perseguição online — embora nenhuma decisão final tenha sido anunciada até ao momento.
Especialistas em cibersegurança e direito digital sublinham que o aumento de casos de bullying e ciberbullying no ambiente académico e nas redes sociais têm levado as autoridades a reforçar a sua vigilância e investigação, numa tentativa de dissuadir comportamentos abusivos e proteger potenciais vítimas.
A condenação original da jovem, considerada exemplar pela justiça portuguesa devido à gravidade dos factos e às provas recolhidas, “marcou uma etapa importante na resposta penal a crimes de perseguição digital”, segundo alguns juristas, que defendem que este tipo de crimes pode causar impactos psicológicos comparáveis a agressões físicas.

