O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que irá reunir-se com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Mar-a-Lago, numa altura decisiva do conflito com a Rússia. O encontro surge num contexto de intensa movimentação diplomática internacional e poderá ter impacto direto no futuro apoio norte-americano a Kiev.
Segundo Zelensky, o plano estratégico da Ucrânia para os próximos passos da guerra está “90% pronto” e inclui propostas concretas relacionadas com segurança, reconstrução e garantias internacionais. O líder ucraniano sublinhou que o diálogo com figuras políticas influentes dos Estados Unidos é essencial para assegurar a continuidade do apoio militar, financeiro e diplomático ao país.
A reunião com Trump assume particular relevância tendo em conta o cenário político norte-americano e a possibilidade de uma mudança na liderança dos Estados Unidos após as eleições presidenciais. Trump tem adotado uma posição crítica em relação à dimensão do apoio dos EUA à Ucrânia, defendendo uma solução negociada para o conflito.
Zelensky reafirmou que qualquer plano de paz terá de respeitar a soberania e a integridade territorial da Ucrânia, rejeitando concessões territoriais à Rússia. O presidente ucraniano destacou ainda que a pressão internacional sobre Moscovo deve manter-se forte, através de sanções e isolamento diplomático.
O encontro em Mar-a-Lago é visto como mais um esforço de Kiev para garantir aliados estratégicos num momento em que a guerra se prolonga e os desafios militares e económicos se acumulam. A comunidade internacional acompanha com atenção os desenvolvimentos, numa fase considerada crucial para o futuro do conflito no leste da Europa.

