A Rússia lançou novos ataques com drones e mísseis contra várias regiões da Ucrânia nas últimas horas, numa ofensiva que antecede uma reunião de alto nível entre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o ex-presidente norte-americano Donald Trump, prevista para os próximos dias.
Os bombardeamentos provocaram explosões em zonas urbanas e levaram à ativação de alertas aéreos em várias cidades, incluindo a capital, Kiev, segundo autoridades ucranianas.
Ataques em múltiplas frentes
De acordo com informações divulgadas por fontes militares, a ofensiva incluiu drones de longo alcance e mísseis, visando infraestruturas estratégicas e áreas residenciais. As defesas aéreas ucranianas conseguiram intercetar parte dos projéteis, mas registaram-se danos materiais e interrupções temporárias de serviços.
As autoridades continuam a avaliar o impacto total dos ataques.
Mensagem política antes de contactos internacionais
Analistas interpretam a intensificação dos ataques como uma demonstração de força de Moscovo, num momento em que se intensificam contactos diplomáticos internacionais relacionados com o conflito. A reunião prevista entre Zelensky e Trump é vista como relevante para o futuro apoio político e militar dos Estados Unidos à Ucrânia.
Contexto da escalada militar
Nas últimas semanas, a Rússia tem recorrido de forma crescente a ataques combinados com drones e mísseis, uma estratégia destinada a pressionar as defesas aéreas ucranianas e a desgastar infraestruturas críticas antes do inverno.
Kiev tem reiterado a necessidade de reforço dos sistemas de defesa aérea, sublinhando que a proteção da população civil continua a ser um desafio central.
Reação ucraniana e próximos passos
O governo ucraniano condenou os ataques e voltou a apelar aos aliados ocidentais para acelerarem o envio de armamento defensivo. As autoridades alertam que novos ataques poderão ocorrer nas próximas horas, mantendo-se os alertas ativos em várias regiões do país.

