O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de utilizar o território da Bielorrússia para lançar e orientar ataques com drones, permitindo contornar os sistemas de defesa aérea ucranianos e intensificar os bombardeamentos contra cidades e infraestruturas civis.
As declarações surgem após novos ataques aéreos registados nas últimas horas, numa fase de escalada militar marcada por ofensivas com drones e mísseis de longo alcance.
Uso de infraestruturas civis para fins militares
Segundo Zelensky, Moscovo estará a instalar antenas e equipamentos de orientação em edifícios residenciais na Bielorrússia, incluindo torres de telecomunicações localizadas em zonas urbanas, para guiar drones russos em direção ao espaço aéreo ucraniano.
O líder ucraniano classificou esta prática como um “precedente perigoso”, alertando para o envolvimento indireto de Minsk no conflito e para os riscos acrescidos para a população civil bielorrussa.
Bielorrússia como plataforma operacional
Desde o início da invasão em grande escala, a Bielorrússia tem sido apontada por Kiev como uma retaguarda estratégica da Rússia, servindo de plataforma logística e de lançamento para operações militares, apesar das autoridades bielorrussas negarem participação direta nos ataques.
Analistas militares referem que a proximidade geográfica permite à Rússia reduzir tempos de voo dos drones, dificultando a sua interceção pelas defesas ucranianas e aumentando a eficácia dos ataques.
Impacto na defesa aérea ucraniana
As autoridades ucranianas admitem que esta estratégia representa um desafio adicional para os sistemas de defesa aérea, obrigando a redistribuir meios e a reforçar a vigilância em zonas fronteiriças com a Bielorrússia.
Zelensky voltou a apelar aos aliados ocidentais para acelerarem o fornecimento de sistemas antiaéreos adicionais, sublinhando que a proteção do espaço aéreo continua a ser uma prioridade crítica.
Repercussões diplomáticas
As acusações elevam a tensão regional e podem ter impacto nas relações diplomáticas entre a Bielorrússia, a Ucrânia e os países da NATO. Fontes diplomáticas indicam que o tema deverá ser discutido em fóruns internacionais, incluindo contactos com parceiros europeus e norte-americanos.
Até ao momento, Moscovo e Minsk não responderam oficialmente às acusações específicas feitas por Kiev.
Próximos desenvolvimentos
A Ucrânia continua a recolher dados de inteligência sobre as rotas e métodos usados pelos drones russos, enquanto mantém alertas aéreos ativos em várias regiões. Novos desenvolvimentos são esperados nas próximas horas, à medida que a situação militar evolui.

