Brasília — Um laudo médico apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro indica que o antigo chefe de Estado interrompeu a respiração centenas de vezes ao longo de um período de 24 horas, num quadro classificado como apneia grave do sono, segundo informação tornada pública por órgãos de comunicação social brasileiros.
O que revela o exame
De acordo com o relatório clínico, o exame do sono registou mais de 500 episódios de interrupção respiratória no intervalo analisado, incluindo apneias completas e episódios prolongados de respiração superficial. Médicos citados pela imprensa explicam que este tipo de quadro pode provocar fadiga extrema, queda de oxigenação e impacto cardiovascular, exigindo acompanhamento especializado.
Contexto clínico recente
O laudo surge num período em que Bolsonaro tem sido alvo de avaliações médicas regulares, após episódios recorrentes de soluços persistentes e intervenções clínicas associadas ao sistema respiratório. Em dias anteriores, a equipa médica recorreu a procedimentos específicos para aliviar os sintomas, mantendo o ex-presidente sob observação.
Enquadramento legal e processual
A defesa apresentou o relatório às autoridades judiciais como elemento clínico relevante, sublinhando a necessidade de cuidados médicos contínuos. O documento integra um conjunto de informações de saúde que têm sido usadas para justificar pedidos de acompanhamento e adaptações no regime de permanência do ex-presidente.
O que é a apneia grave do sono
Especialistas explicam que a apneia grave do sono se caracteriza por paragens frequentes da respiração durante o sono, podendo ocorrer dezenas ou centenas de vezes por noite. Sem tratamento, a condição está associada a hipertensão, arritmias, risco cardiovascular e défices cognitivos. O tratamento pode incluir ventilação não invasiva, terapêutica medicamentosa e alterações de rotina.
Reações e cautela médica
Até ao momento, não há indicação de paragem respiratória permanente nem de evento agudo com risco imediato de vida. Fontes médicas ouvidas pelos media salientam que os dados do laudo descrevem episódios registados em exame específico, devendo ser interpretados no contexto clínico global do paciente.
Próximos passos
Bolsonaro deverá manter acompanhamento médico especializado, com reavaliações periódicas para monitorizar a evolução do quadro respiratório e ajustar o tratamento conforme necessário.

