No final de 2025, as relações entre o Japão e a China estão no ponto mais tenso em anos, com o principal foco de atrito a ser a questão de Taiwan — que se transformou numa prioridade geopolítica para ambos os países. Metrópoles
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que está no cargo há menos de seis meses, alimentou uma crise diplomática ao afirmar que Tóquio poderia usar força militar caso a China avançasse sobre Taiwan. Metrópoles Durante um debate no Parlamento do Japão, ela afirmou que um eventual bloqueio naval chinês à ilha poderia ameaçar a própria segurança do Japão, obrigando o seu país a reagir. Metrópoles
Beijing considera Taiwan parte do seu território e rejeita a ideia de independência da ilha. Metrópoles O governo chinês reagiu duramente às declarações de Takaichi, exigindo uma retratação imediata e acusando o Japão de interferir nos seus assuntos internos com palavras e atitudes provocatórias. Metrópoles
As tensões têm dado origem a confrontos indirectos. Em novembro, caças japoneses foram enviados depois de um drone chinês ter sido detectado entre a ilha japonesa de Yonaguni e Taiwan, e no início de dezembro embarcações militares dos dois países envolveram-se num incidente no Mar da China Oriental, embora cada lado apresente versões diferentes. Metrópoles
Xi Jinping, presidente da China, discutiu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçando a posição chinesa de que Taiwan deve voltar a integrar-se na China como parte da ordem internacional. Metrópoles Os EUA, por sua vez, têm enfatizado a necessidade de dissuadir confrontos militares na região, especialmente em torno de Taiwan. Metrópoles
Apesar de a situação ser grave, Takaichi afirmou que o seu governo mantém abertura para o diálogo com Pequim e que o Japão vê a China como um “vizinhança importante” com quem deve manter relações estáveis. Metrópoles
Analistas apontam que, do ponto de vista japonês, uma eventual resposta militar à China faria sentido se houver um confronto envolvendo Taiwan — especialmente se os Estados Unidos apoiarem a ilha num conflito. Metrópoles Eles comparam a situação às tensões na Europa durante a guerra entre Rússia e Ucrânia, na qual países próximos sentiram-se vulneráveis à expansão de agressões vizinhas. Metrópoles
Em resposta ao aumento da pressão, Taiwan anunciou um orçamento extraordinário de defesa de 40 mil milhões de dólares para fortalecer as suas capacidades militares, enquanto os Estados Unidos aprovaram um grande pacote de venda de armas ao território, considerado o maior deste tipo já destinado à ilha.

