A primeira grande chuva de meteoros de 2026, as Quadrântidas, atinge o pico de atividade nos primeiros dias de janeiro, oferecendo um espetáculo astronómico de elevada intensidade, embora concentrado num curto intervalo de tempo.
Contexto astronómico
As Quadrântidas são conhecidas por produzirem taxas elevadas de meteoros, podendo ultrapassar as 100 “estrelas cadentes” por hora em condições ideais. Ao contrário de outras chuvas mais prolongadas, este fenómeno distingue-se por um pico muito estreito, que dura apenas algumas horas.
A origem das Quadrântidas está associada aos detritos deixados pelo asteroide 2003 EH1, um corpo rochoso que se fragmentou no passado e cuja órbita cruza a da Terra no início de cada ano.
Quando e como observar
Segundo astrónomos, o pico máximo ocorre durante a madrugada de 3 para 4 de janeiro, quando a Terra atravessa a zona mais densa da nuvem de partículas.
Para melhores condições de observação:
- Procurar um local escuro, afastado de luz artificial
- Olhar para o céu a partir da meia-noite até ao amanhecer
- Dar prioridade a áreas com céu limpo e horizonte desimpedido
- Não é necessário telescópio ou binóculos
O radiante situa-se numa região próxima da antiga constelação do Quadrante Mural, hoje integrada nas constelações de Boötes e Dragão.
O que são as Quadrântidas
Os meteoros surgem quando pequenos fragmentos de rocha entram na atmosfera terrestre a grande velocidade e se incendeiam por fricção, criando rastos luminosos visíveis a olho nu.
As Quadrântidas são especialmente apreciadas por astrónomos amadores porque:
- Produzem meteoros rápidos e brilhantes
- Têm menor interferência lunar em alguns anos
- Marcam o início do calendário astronómico anual
Limitações e cautelas
Apesar da intensidade potencial, a observação depende fortemente de:
- Condições meteorológicas locais
- Hora exata do pico (que pode ocorrer durante o dia em algumas regiões)
- Poluição luminosa
Mesmo assim, especialistas sublinham que alguns meteoros costumam ser visíveis fora do pico máximo, aumentando as hipóteses de observação.
Importância científica
Além do valor visual, chuvas de meteoros como as Quadrântidas ajudam os cientistas a:
- Estudar a composição de detritos do Sistema Solar
- Compreender a evolução de asteroides e cometas
- Analisar interações entre partículas espaciais e a atmosfera terrestre
Estes dados contribuem para o conhecimento da dinâmica orbital e da história do Sistema Solar.
Próximos eventos astronómicos
Após as Quadrântidas, o calendário de 2026 inclui outras chuvas relevantes, como:
- Líridas (abril)
- Perseidas (agosto)
- Geminídeas (dezembro)
Cada uma apresenta características próprias de intensidade e duração.

