O litoral de São Paulo iniciou o ano com um cenário preocupante após o registro de 10 mortes por afogamento entre os dias 1º e 3 de janeiro. O alto número de ocorrências mobilizou equipes de resgate e acendeu o alerta das autoridades para os riscos no mar durante o período de maior movimento de turistas e banhistas.
Além das mortes confirmadas, centenas de pessoas precisaram de atendimento após entrarem em situação de perigo no mar. As equipes de guarda-vidas atuaram intensamente em praias da Baixada Santista e do litoral norte, realizando salvamentos em meio a correntes fortes e mar agitado.
Cidades como Guarujá, São Sebastião, Ubatuba e Mongaguá concentraram grande parte das ocorrências. Em alguns pontos, os resgates ocorreram de forma consecutiva, exigindo apoio aéreo e reforço das equipes de emergência para retirar banhistas da água em segurança.
Em Mongaguá, um homem desapareceu após tentar ajudar um familiar que enfrentava dificuldades no mar. As buscas foram realizadas, mas até o momento não houve confirmação de localização. Casos semelhantes reforçam o risco de tentativas de resgate sem preparo adequado.
As autoridades alertam que fatores como correntes de retorno, consumo de bebidas alcoólicas e desatenção às bandeiras de sinalização contribuem para o aumento dos acidentes. A recomendação é que os banhistas procurem áreas supervisionadas, respeitem as orientações dos guarda-vidas e evitem entrar no mar em condições adversas.
O período de verão segue como o mais crítico para afogamentos no estado, e a expectativa é de que as ações preventivas sejam intensificadas para reduzir novas tragédias ao longo da temporada.

