O Governo da Venezuela afirmou que membros da equipa de segurança do presidente Nicolás Maduro foram mortos de forma deliberada, segundo declarações do ministro da Defesa, que classificou o episódio como uma execução “a sangue frio” e um ataque grave contra a soberania do país, numa acusação que volta a intensificar a tensão política e diplomática em torno do regime de Caracas.
De acordo com a versão oficial divulgada por fontes governamentais, os agentes responsáveis pela proteção direta do chefe de Estado terão sido alvo de uma ação planeada, sem confronto armado, embora as autoridades não tenham divulgado detalhes sobre o local exato, o número de vítimas ou os responsáveis diretos pelo alegado ataque. A informação conhecida até ao momento baseia-se exclusivamente em declarações oficiais do Governo venezuelano, não existindo confirmação independente por parte de organizações internacionais, observadores externos ou governos estrangeiros, o que impõe cautela na avaliação dos factos.
O Executivo liderado por Nicolás Maduro tem, nos últimos anos, denunciado repetidamente alegadas tentativas de desestabilização e ingerência externa, num contexto marcado por sanções internacionais, isolamento diplomático e forte polarização interna. As autoridades venezuelanas não esclareceram se irão solicitar uma investigação internacional ou apresentar o caso em instâncias multilaterais, mas fontes oficiais admitem que o episódio poderá ter impacto nas relações diplomáticas do país e reforçar o discurso governamental de ameaça externa, sendo expectáveis nos próximos dias novas reações internacionais e eventuais esclarecimentos adicionais por parte de Caracas.

