Um incêndio florestal fora da época habitual deflagrou ao final da tarde desta segunda-feira na freguesia de Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, consumindo uma área de floresta e obrigando à mobilização de mais de duas dezenas de operacionais. O fogo, registado em pleno inverno, reacende o alerta para o risco de incêndios rurais mesmo fora do período crítico.
O que aconteceu
De acordo com informações divulgadas por meios regionais e confirmadas por registos operacionais, o alerta para o incêndio foi dado por volta das 17h08, numa zona de mato e eucaliptal na freguesia de Moreira do Lima. As chamas evoluíram rapidamente, alimentadas pela vegetação seca e por condições meteorológicas favoráveis à propagação do fogo, apesar da estação do ano.
A situação levou à intervenção imediata dos bombeiros voluntários, que se deslocaram para o local com vários meios terrestres para conter o avanço das chamas.
Meios mobilizados
Segundo os dados disponíveis:
- 21 operacionais estiveram envolvidos no combate;
- Foram mobilizadas 7 viaturas de combate a incêndios;
- Não houve recurso a meios aéreos, dada a época do ano e o horário da ocorrência.
A operação foi coordenada no terreno com o apoio da Proteção Civil, mantendo-se vigilância ativa para evitar reacendimentos.
Situação no local
À hora de fecho desta edição:
- o incêndio encontrava-se em fase de resolução,
- não havia habitações em risco,
- não foram reportados feridos nem danos em infraestruturas.
As autoridades mantiveram vigilância prolongada, uma vez que os incêndios fora de época apresentam maior risco de reacendimento, sobretudo em zonas florestais densas.
Incêndios em pleno inverno: um fenómeno cada vez mais frequente
Embora Portugal esteja fora do período crítico de incêndios rurais, situações como esta têm sido registadas com maior frequência nos últimos anos. Especialistas apontam vários fatores:
- alterações climáticas, com períodos secos mais prolongados;
- acumulação de material combustível nas florestas;
- práticas humanas negligentes, como queimadas ilegais.
O Minho, tradicionalmente associado a maior humidade, não está imune a este fenómeno, sobretudo em áreas com eucaliptal e mato denso.
Causas ainda por apurar
As causas do incêndio não estavam ainda determinadas no momento da extinção. Após o rescaldo, caberá às autoridades:
- avaliar se houve ação humana direta ou indireta;
- apurar eventuais responsabilidades;
- comunicar conclusões às entidades competentes.
A GNR poderá ser chamada a intervir na investigação, caso se justifique.
Impacto ambiental
Apesar de a área ardida não ter sido ainda quantificada oficialmente, incêndios de inverno:
- afetam ecossistemas em fase de regeneração;
- colocam em risco a biodiversidade local;
- contribuem para a degradação do solo e aumento da erosão.
Associações ambientais têm alertado para a necessidade de gestão florestal ativa durante todo o ano, e não apenas nos meses de verão.
Alerta das autoridades
A Proteção Civil reforça que:
- é proibido realizar queimadas sem autorização, mesmo fora da época crítica;
- qualquer foco de incêndio deve ser comunicado de imediato ao 112;
- a vigilância florestal deve ser permanente, independentemente da estação.
Limitações e cautelasA informação disponível:
- baseia-se em dados operacionais e fontes regionais;
- poderá ser atualizada caso surjam novos dados oficiais;
- não inclui ainda a área total ardida, que será avaliada posteriormente.
Próximos passos
Após a consolidação do terreno, espera-se:
- conclusão do relatório da ocorrência;
- avaliação ambiental da área afetada;
- eventual reforço de ações de sensibilização na região.

