Em janeiro de 2026, os protestos no Irã intensificam-se devido à crise econômica, com greves generalizadas e confrontos com forças de segurança. Ameaças de intervenção do presidente Trump dos EUA aumentam a pressão sobre o regime iraniano. Palavras-chave: protestos Irã 2026, manifestações anti-governo Irã, crise econômica Irã.

Os protestos anti-governo no Irã, que começaram no final de dezembro de 2025, continuam a ganhar força em janeiro de 2026, marcando uma das maiores ondas de agitação civil no país nos últimos anos. Impulsionados por uma grave crise econômica, incluindo inflação galopante, desemprego em alta e cortes de água e eletricidade, as manifestações se espalharam para mais de 20 cidades, incluindo Teerã, Mashhad e Isfahan. Manifestantes, incluindo estudantes, aposentados e trabalhadores, entoam slogans como “Morte ao ditador”, referindo-se ao Líder Supremo Ali Khamenei, e pedem mudanças políticas radicais, incluindo a restauração da monarquia em alguns casos.
A resposta das forças de segurança tem sido violenta, com relatos de uso de gás lacrimogêneo, munição real e detenções em massa. Até o momento, pelo menos 31 manifestantes foram mortos, e dezenas foram presos. Funerais de vítimas se transformaram em novos focos de protesto, com multidões expulsando forças do Basij e do IRGC em cidades como Kuhdasht e Marvdasht. A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou profunda tristeza pelas mortes e ferimentos, pedindo que o direito a protestos pacíficos seja respeitado e que ações que aumentem as tensões sejam evitadas.
No cenário internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou intervir duramente se o regime iraniano continuar a reprimir os manifestantes, citando a recente ação dos EUA na Venezuela como exemplo. Autoridades iranianas descreveram o governo como em “modo de sobrevivência”, enfrentando tanto a raiva interna quanto pressões externas de Israel e dos EUA. O Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara dos EUA manifestou apoio aos manifestantes, afirmando que o povo iraniano está reclamando seu direito de escolher quem os governa.
Esses protestos no Irã em 2026 destacam a insatisfação profunda com a gestão econômica do governo, agravada por sanções internacionais e corrupção percebida. Analistas acreditam que, sem concessões significativas, como alívio econômico ou reformas políticas, a instabilidade pode persistir. Para otimização de SEO, este artigo incorpora palavras-chave relevantes como “protestos Irã 2026”, “crise econômica Irã” e “manifestações anti-governo Irã”, garantindo visibilidade em buscas relacionadas a eventos atuais no Oriente Médio.
História dos Protestos no Irã
O Irã tem uma longa tradição de protestos populares, muitas vezes motivados por questões econômicas, políticas e sociais, que desafiam o regime teocrático estabelecido após a Revolução Islâmica de 1979. Esses movimentos refletem insatisfações profundas com inflação, corrupção, restrições às liberdades e políticas externas do governo.

Revolução Iraniana (1978-1979)
O maior evento foi a Revolução Iraniana, que derrubou a monarquia do Xá Mohammad Reza Pahlavi. Os protestos começaram em janeiro de 1978, em Qom, após um artigo insultando o aiatolá Ruhollah Khomeini. Eles se intensificaram com greves, manifestações em massa e confrontos violentos, culminando no “Sexta-Feira Negra” (8 de setembro de 1978), quando forças de segurança mataram dezenas em Teerã. Milhões marcharam em dezembro de 1978, levando à fuga do Xá em janeiro de 1979 e ao retorno de Khomeini, estabelecendo a República Islâmica.

Protestos Pós-Revolução
Logo após 1979, mulheres protestaram contra a obrigatoriedade do hijab. Nos anos 1980-1990, dissidentes como o MEK (Mujahedin-e Khalq) enfrentaram repressão severa, com execuções em massa.
Em 1999, estudantes em Teerã protestaram contra o fechamento de um jornal reformista, resultando em violentos confrontos.





Movimento Verde (2009)
As maiores manifestações desde 1979 ocorreram após a reeleição controversa de Mahmoud Ahmadinejad. Milhões saíram às ruas gritando “Onde está meu voto?”, com repressão violenta matando dezenas e prendendo milhares.
Protestos Econômicos (2017-2019)
Em 2017-2018, protestos começaram por aumento de preços de combustíveis e se espalharam, com slogans contra o regime. Em 2019, outro aumento de gasolina levou a manifestações nacionais, reprimidas com centenas de mortes.
Protestos Mahsa Amini (2022-2023)
O movimento “Mulher, Vida, Liberdade” eclodiu após a morte de Mahsa Amini, detida pela polícia da moralidade por “uso inadequado” do hijab. Mulheres queimaram véus, e protestos se espalharam por todo o país, com mais de 500 mortos e milhares presos. Foi o maior desafio ao regime em décadas.

Protestos Atuais (2025-2026)
Em dezembro de 2025, uma nova onda começou em Teerã com greve de comerciantes no Grande Bazar, devido à desvalorização recorde do rial (cerca de 1,4 milhão por dólar), inflação acima de 40% e aumento de preços de alimentos. Os protestos se espalharam rapidamente para dezenas de cidades, evoluindo para demandas políticas como “Morte ao ditador” e críticas à política externa (“Nem Gaza, nem Líbano, minha vida pelo Irã”). Até janeiro de 2026, relatos indicam dezenas de mortos, centenas de feridos e milhares de presos, com repressão violenta pelas forças de segurança. É considerado o maior levante desde 2022.




