Uma idosa faleceu na Quinta do Conde, concelho de Sesimbra, depois de ter aguardado por um socorro que acabou por demorar cerca de 40 minutos a chegar, numa chamada de emergência que mobilizou meios dos Bombeiros de Carcavelos, a cerca de 35 quilómetros de distância. A tragédia reacende o debate sobre tempos de resposta dos serviços de emergência e a adequação da cobertura operacional no país, nomeadamente em situações críticas em que cada minuto conta.
Segundo informações preliminares da ocorrência, a vítima terá sofrido uma situação médica grave em sua residência, levando um familiar a contactar a linha de emergência 112 e requisitar urgentemente assistência. No entanto, **os meios de socorro que se deslocaram para o local — incluindo uma equipa dos Bombeiros de Carcavelos — só chegaram cerca de 40 minutos depois do alerta inicial, o que, para familiares e moradores, foi determinante para o desfecho fatal. A distância entre a origem dos meios e o local da vítima contribuiu para a longa espera. YouTube
A morte da idosa suscitou reações emotivas e críticas de familiares e vizinhos, que lamentam a lentidão no acionamento e chegada dos serviços de emergência. Esta não é a primeira vez que se levantam preocupações públicas sobre tempos de resposta do INEM e dos bombeiros em áreas mais periféricas do país, especialmente em casos em que a vida de uma pessoa depende de uma atuação rápida e eficiente. Correio da Manhã
Em Portugal, o sistema de resposta a emergências depende em grande parte de corpos de bombeiros voluntários e do próprio INEM, coordenados pela linha única de emergência 112, e a rapidez de resposta pode variar bastante consoante a localização, disponibilidade de meios e urgência de outros despachos em simultâneo. Expatica
Entidades de proteção civil e representantes de associações de bombeiros têm repetidamente sublinhado a necessidade de reforçar recursos humanos e meios operacionais em zonas menos centrais ou com maior tempo de deslocação, para evitar que atrasos comprometam diretamente a sobrevivência das vítimas em casos graves.
Familiares da idosa confirmaram que estão a exigir esclarecimentos das autoridades competentes sobre os procedimentos usados, bem como uma análise aprofundada dos tempos de resposta e das decisões logísticas tomadas durante o acionamento do socorro. A Polícia Judiciária e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) poderão vir a ser chamadas a esclarecer oficialmente o sucedido.

